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MEU UNIVERSO GAMER

Não tive o privilégio de conhecer o universo gamer através de meu pai, afinal não só 40 anos nos separam como também o contexto vivido por nós em cada fase de nossas vidas.

Foi através de um tio meu que tive o primeiro contato com games no longínquo início dos anos 80. Jogar Asteroids e Jungle Hunt no Atari era o máximo próximo da realidade. E acredite: os pontinhos pareciam naves, carros ou pessoas. A imaginação corria solta.

Os pontinhos parecima naves

Os pontinhos pareciam naves em Asteroids

A alegria de jogar só era superada pela frustração em ter que desligar o console bem no momento de uma nova descoberta ou logo após superar um desafio. A clássica frase de que o vídeo game estragava a TV reinava com a minha avó e sabem como é: manda quem pode…

Sou o caçula da família, e todos os meus outros três irmãos sempre curtiram games. Como começaram a trabalhar cedo, em casa nunca faltou diversão ou adversários. Passamos por Master System, Mega Drive, Neo Geo CD, 3DO e Sega Saturn. Era um pega pra capar violento. Um era muito bom em jogos de luta, outro em shmups e outro em jogos de corrida ou aventura. Eu passeava por todos, sem conseguir me destacar em nenhum. Mesmo tomando uma verdadeira “coça” em Street Fighter, sempre voltava para o round seguinte. Alguns têm o dom de “pegar a manha” rapidamente. Outros (como eu) só aprendem por repetição. Demorou, mas peguei a manha e as coças se inverteram.

Decorrido vários anos, consegui me formar, casei e hoje sou pai de um casal de filhos. A mais velha não é uma gamer assídua, pois tem na leitura seu entretenimento preferido. Já o caçula é uma cópia aprimorada minha. Gosta de tudo relacionado a games e possui um talento nato para a jogatina.

Já passei por todas as fases no que diz respeito a jogos: já joguei e ainda jogo com amigos off line (pra não usar o termo de jogar em casa ou na casa de outro), jogo on line ou jogo sozinho. Confesso que apesar de tudo ser muito bom, nada supera o prazer de jogar com meu filho. É uma experiência única.

Querendo ou não, seja com amigos ou adversários, a disputa por uma arma melhor, ver que chega primeiro ou tem o melhor score sempre fala mais alto. Isso não acontece quando jogo com meu filho. Não que não role “tretas” entre nós, mas a alegria do momento supera e muito qualquer outro sentimento. E isso realmente não tem preço.

Gerações distintas com um único objetivo: diversão

Gerações distintas com um único objetivo: diversão

O termo GAME OVER tem outra conotação em casa. Indica que é hora do banho ou da lição de casa.

Foto de perfil de Andre Gomes

Sou quarentão e adepto de que jogo bom é jogo bom em qualquer plataforma, mas não nego que tenho uma enorme simpatia pela Sega. Apesar da correria do dia a dia (família, trabalho, amigos, pescaria, etc.) estou em plena forma na arte da jogatina.

2 comments

  1. Marcelo Raro disse:

    Apesar de ter a SEGA no coração (mega drive melhor console de todos os tempos na minha opinião) gosto de vários jogos de muitas plataformas. O Snes, que é um console muito mais poderoso que o mega, tem jogos belíssimos pra quem, como eu, curte beat ‘em ups e shmups! Joguei muito do ps1 ao ps3, nessa época eu não tive dreamcast e saturn, os conheci depois de velho e obviamente que entraram para o meu coração, assim como o nintendo 64 e vários clássicos divertidíssimos, mas nessa época eu tinha o 64 ao menos. Enfim, o importante é se divertir sem levantar bandeira radical de “ista”. Vamos esquecer a bobeira e fazer o que gostamos: Jogar.

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