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RELATOS DE UM GAMER USANDO PLAYSTATION VR PELA PRIMEIRA VEZ

Ao começar o “unboxing” tive uma excelente impressão, pois quando retirei uma primeira embalagem feita de um papelão fino e com a cara e as cores da PlayStation apareceu a verdadeira embalagem, toda branca e de um material mais resistente, somente o logotipo da PlayStation em realce com apenas um tom acima do branco de todo o resto. Lembrou-me a embalagem do Tele-Jogo que vinha em duas, uma comercial e outra resistente quase sem escritos ou cores para guarda-lo.

Ao abrir as duas me deparei com outras caixas menores e uma infinidade de cabos, nesse momento percebi que a brincadeira era séria. Assim que terminei de plugar todos os cabos dessa bendita geringonça, começou a segunda batalha, entender a física do aparelho, como fazer com que ele se encaixasse em minha cabeça para que não entrasse nenhum raio de luz, regular tudo de forma que ficasse confortável e perfeito, calibrar a câmera, plugar os headphones, enfim fazer com que ele funcionasse da melhor forma possível, afinal é um aparelho mítico para qualquer jogador de vídeo game, e merece toda a atenção.

 

Mesmo depois de todo o cuidado não consegui atingir aquele nível de excelência “gamistica” que meu espírito exige, mas beleza, vamos em frente porque preciso jogar!  Um parênteses nesse ponto é importante, pois esse nível de exigência que desenvolvi no decorrer dos anos de jogador era justamente para conseguir sons e imagens perfeitas, para tentar deixar a EXPERIÊNCIA gamer mais vívida e facilitar o trabalho de minha imaginação de me colocar dentro do jogo.

Let’s play…

O primeiro CD a rodar foi o que acompanha o “Bundle” demos do PlayStation VR. Não sabia se ficava sentado ou em pé, me mantive no sofá.  Achei que o “loading” foi bem demorado, se comparado aos padrões atuais, nada próximo ao NeoGeo CD, tudo carregado e configurado começou a experiência.

A tela de opções é linda … Escolhi uma experiência no fundo do mar, muito legal, me senti realmente rodeado por água, gostei, mas não é videogame, não é jogo!

Vamos para um estilo clássico, corrida de carros…. Meu Deus … estou realmente dentro do carro, posso olhar para cima, para os lados, para trás e ver todos os detalhes internos do carro e da pista. Fiz três corridas e fiquei muito empolgado, na última corrida notei que existe um “blur” nas imagens que não existe do PS4, mas tudo bem a EXPERIÊNCIA foi ótima. Como não sou um fã de carteirinha desse estilo fui direto ao que me interessa. Iniciei a demo do Until Down, ao final da primeira tentativa já tinha me assustado mais que em todos os filmes de terror que já tinha visto e esse sim era videogame, era jogo, me proporcionou um frio na barriga muito saudosista. Imediatamente me lembrei de Splater House, The Immortal e Resident Evil e como me sentia ao jogá-los na década de 90, era assim que me via, dentro do jogo, era assim que queria jogar, simplesmente sensacional.

 

Empolgado procurei outro título semelhante, encontrei um chamado Kitchen, independente do nome a fonte era bem tenebrosa, selecionei. Para a minha supresa era a demo do Resident Evil 7!!!!!! Foi a experiência mais profunda, tensa e real que já tive em um jogo de videogame, imersão completa. Não consegui chegar ao final da demo por MEDO, pois sempre me entreguei às emoções que o videogame se propunha a me proporcionar mas dessa vez tinha a ajuda do Santo Graal dos Videogames. Resolvi partir para outro clássico, jogos de nave, Valkyrie.

O jogo começa com a personagem dentro de um hangar, já dentro de sua nave, e logo parte em direção ao espaço! TOTALMENTE  R-Type, eu me via daquela forma em meu Master System! Quando minha nave chegou ao espaço eu conseguia enxergar naves imensas logo acima de mim, assim como a minha frente, o som de minhas armas laser’s era lindo, pude  ver todos os detalhes de meu cockpit, mais uma vez fui colocado dentro do jogo! Nesse ponto precisei parar pois minha filha me chamou para brincar, coisa de jogadores velhos. Mas só posso dizer que a EXPERIÊNCIA GAMISTICA foi incrível.

O PlayStation VR tem seus problemas técnicos, imagem um pouco inferior ao PS4, ínfimos problemas de conexão entre todos os hardwares, loadings ligeiramente demorados, mas tenho certeza que serão todos resolvidos. Porém o ponto importante não é esse, é o que esse equipamento significa. Todos os jogadores, desde os mais antigos aos mais recentes, sonhavam com isso, poder viver outras vidas de forma real e intensa, estar dentro do jogo, a VERDADEIRA EXPERIÊNCIA GAMISTICA. E isso ele faz.

Não substituirá a forma clássica de jogo, controle – tv, jamais, mas definitivamente me proporcionou uma emoção que espero a anos. Talvez seja mais um 3DO, mas assim como ele abrirá portas incríveis para as experiências gamisticas.

 

Sobre o autor:

Marcelo Baja é sobrevivente do “crash” dos jogos eletrônicos de 1983, espectador do auge e queda do Ouriço e continua na posição de player 1. Gosta mesmo é do controle na mão, independente da geração, plataforma ou estilo. Tem 37 anos, é casado e possui uma filha.

https://www.facebook.com/marcelo.baja

 

 

 

Sou quarentão e adepto de que jogo bom é jogo bom em qualquer plataforma, mas não nego que tenho uma enorme simpatia pela Sega. Apesar da correria do dia a dia (família, trabalho, amigos, pescaria, etc.) estou em plena forma na arte da jogatina.

2 comments

  1. Victor Augusto Alves Pinto disse:

    Show hein! Baita imersão!

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